segunda-feira, 25 de julho de 2016

FONTE

Tenho sede de algo que nem sei o que de fato seja
Como nas histórias encantadas busco uma fonte especial
Quero aquela água que de tudo que a gente deseja
Sei que isso pode ser irreal
Mas ao mesmo tempo a busca pela fonte é algo totalmente normal
Cada gota de água já voou pelo céu, se condensou no frio, viajou pelas rochas e correu em um rio.
Toda gota de água já fez algo no mundo mudar
Carregou rochas, e também fez a química acontecer...
Fez minerais surgirem e outros desaparecer
Cada palavra é como uma gota de água,
Com sua fonte em caixa alta, fonte pequena ou fonte exagerada, cada palavra esta ali desenhada!
Cada gota de água pode percorrer todo o mundo
Cada palavra pode mudar o mundo
Fonte de água, fontes de palavras.
Meu corpo e seu corpo, formado de água e poesia.
Será que eles vão se encontrar um dia?

terça-feira, 19 de julho de 2016

Chama

Fogo que queima
Coração que se derrete
Peito que teima
Sentimento que amolece
Chama que surge... me chama que eu vou!
Acender uma paixão no tempo de um refrão
Quero te ver voar como um anjo
Quero te ver ascender em bons sentimentos
Com a energia do sol, que ilumina a lua
Quero ficar dia e noite escutando cada palavra tua
Também quero te ver em minha cama toda nua
Chama que derrete, chama que esquenta
Voz que sura... e me chama!
Coração que sonha, coração que declama, alma que ama!

Geoparque de Chapada dos Guimarães, quais os impactos desta proposta?

Desde o inicio do mês de Abril, está em discussão a criação do Geoparque de Chapada dos Guimarães. Mas o que é um Geoparque?
Um geoparque é um projeto de desenvolvimento local e sua construção está diretamente relacionada com os habitantes que residem no território em questão. Os impactos dos geoparques estão relacionados aos seus três pilares básicos que são: Geoconservação, Educação e Geoturismo.
        Durante o processo de criação do Geoparque é realizado o levantamento de diversos serviços e atrativos existentes na região. Essas informações são depois amplamente divulgadas juntamente com os atrativos existentes, estas informações então são relacionadas com o patrimônio geológico ou com outros valores existentes na região.


       A ampliação do número de turistas trás um impacto direto na economia local em diversos segmentos como hotelaria, setor de alimentação, artesãos, setor de serviços entre outros. Com isso, o território passa a ter como motor de desenvolvimento atividades relacionadas com o geoturismo. Os geoparques são excelentes oportunidades para empresas locais. Tal fluxo de crescimento representa uma maior geração de oportunidades e também uma melhoria da qualidade de vida da população que ali reside.
Os benéficos educacionais são diversos, pois a ampliação do conhecimento sobre o nosso planeta pode significar uma mudança profunda na forma de ver o mundo e o meio em que vivemos. Os geoparques são oportunidades para escolas e universidades trabalharem os temas relacionados ao meio físico com seus estudantes.
Fragmentos de fósseis de dinossauros encontrados em Chapada dos Guimarães. 

Para a comunidade local a compreensão sobre a geologia ali existente pode significar também uma ampliação do valor que os próprios moradores dão ao seu território, visto que ao observar e tomar conhecimento sobre o quanto é especial àquele local em que eles vivem, deste dia em diante o próprio olhar sob sua localidade de cada um dos residentes será diferente.
Outro aspecto que os geoparques permitem e o desenvolvimento de atividades rentáveis em áreas rurais através do turismo. Em alguns países como o Brasil isso pode ter uma função muito importante, visto que nas ultimas décadas o êxodo rural é um dos grandes problemas sociais existentes. Sendo assim, os geoparques são uma incrível oportunidade de se integrar os aspectos culturais e o dia a dia das pessoas que vivem no campo valorizando essas informações, gerando renda, oportunidades e incentivando elas não migrarem para grandes centros.
Geoparques por tanto, são um modelo existente em vários lugares do mundo que associa preservação com desenvolvimento social e ganhos educacionais, certamente é um modelo que podemos replicar com sucesso também no Município de Chapada dos Guimarães.


terça-feira, 12 de julho de 2016

O que são Geoparques

Antes de tudo é preciso explicar para o leitor qual o conceito de Geoparque e quais os impactos desta iniciativa. Um geoparque é um projeto de desenvolvimento local e sua construção está diretamente relacionada com os habitantes que residem no território em questão. Os impactos dos geoparques estão relacionados aos seus três pilares básicos que são: Geoconservação, Educação e Geoturismo. Portanto, o modelo de Geoparques são muito diferentes dos modelos tradicionais de unidades de conservação.

Vista do Fecho do Morro.

Os geoparques estão ligados à preservação da geodiversidade, ou seja, com a natureza abiótica do nosso planeta, mais especificamente aos elementos geológicos de uma determinada área tais como as rochas, minerais e fósseis, e com a interação destes elementos geológicos com os sistemas clima tendo como resultado elementos geomorfológicos (formas de relevo, topografia e processos físicos), pedológicos (formação de solo) e hidrológicos.
Os elementos da geodiversidade podem possuir diversos tipos de valores sendo eles: 1) Intrínseco: considera-se que a geodiversidade por si só é importante; 2) Econômico: está relacionado à utilização da geodiversidade para o bem estar do homem; 3) Cientifico: relacionado à raridade ou representatividade de um determinado elemento; 4) Educativo: locais onde se podem explicar informações e processos geológicos com facilidade; 5) Cultural: relacionado com elementos geológicos que integram a cultura local; 6) Estético: em geral é associado com elementos hidrológicos e geomorfológicos; 7) Funcional: tem relação com a utilização da geodiversidade para o homem a exemplo de uma hidroelétrica.
Nos casos que a geodiversidade possui um valor científico, seja ele in-situ (neste caso chama-se Geossítios) ou ex-situ (exemplo de coleções museológicas), dar-se o nome de patrimônio geológico. Quando a geodiversidade está relacionada a outros valores que não o científico, dar-se o nome de elementos de geodiversidade (ex-situ) ou os sítios de geodiversidade (in-situ). A seguir será destacado o que são estes elementos in-situ:
Os geossítios são ocorrências de um ou mais elementos da geodiversidade que afloram devido a processos naturais ou em virtude da intervenção do homem, delimitado geograficamente e com um excepcional valor científico. Estes sítios podem ser: paleontológicos, mineralógicos, petrológicos, estratigráficos, tectônicos ou geomofológicos. Os geossítios são considerados um tipo de recurso natural não renovável que podem ser utilizados de forma sustentável pela sociedade seja para auxiliar no processo educativo, desenvolvimento de pesquisa, ou uso para o turístico. Para se utilizar os sítios geológicos é preciso uma gestão adequada que possibilite o seu uso sustentável.
Já os Sítios de geodiversidade são ocorrência de um ou mais elementos da geodiversidade, bem delimitado geograficamente e com um excepcional valor (pode ser de diversos tipos, exceto o científico).

O geoparque por tanto, é um caminho para o desenvolvimento do Geoturismo e para criação de alternativas de geração de renda associadas com a preservação das riquezas que existem no nosso planeta. Neste aspecto, o Geoparque de Chapada dos Guimarães certamente poderá cumprir um importante papel. 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Manga

Manga com leite diz que faz mal
Eu quero é manga com sal
Manga da blusa que aquece
Manga na salada
Suco de manga ou limonada? 
Se algo está difícil de dar certo
Eu vou dizer como diz a gente que mora aqui por perto
TCHUPA ESSA MANGA!
Manga que te protege do frio e do sol...
Tem dia que está quente, e ai? A manga, esquece!
Melhor ficar despido!
Tem dia que não quero nada com nada, e ai melhor dar um perdido!

Tem dias em que estou um pouco louco, e para você dou direito a um pedido! 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

GEOPARQUE DE CHAPADA DOS GUIMARÃES

“Uma oportunidade de viajar no tempo e na história”

Localizado no centro da América do Sul o Município de Chapada dos Guimarães possui um território com uma geologia rica conhecida desde o século XIX. Mas, além da geologia, a história, a arqueologia, a biodiversidade local e a riqueza cultural chamam atenção de quem por ali passa.
        A colonização do município iniciou logo com a chegada dos primeiros bandeirantes a região durante o século XVIII.  Durante esta época o território que hoje é o município cumpria um importante papel de abastecer com alimentos as minas de Ouro de Cuiabá. Desta época ficaram preservadas a Igreja Barroca de Sant’Ana e também diversa ruínas dos engenhos de cana de açúcar que existiam nas então sesmarias concedidas pela Coroa Portuguesa.
Além deste importante patrimônio histórico, nesta região existem diversos sítios pré-históricos com pinturas rupestres que remontam aos primeiros homens que aqui chegaram. Um dos sítios de maior destaque é a Lapa do Frei Canuto, com mais de 50 metros de pinturas rupestre.
A construção de um Geoparque no município de Chapada dos Guimarães com certeza é uma alternativa para o desenvolvimento local, permitindo gerar renda e preservar o meio ambiente. Vamos falar um pouco agora sobre a geologia de Chapada dos Guimarães.
O patrimônio geológico de Chapada dos Guimarães e região permite realizar uma viagem desde o Neoproterozóico até o Terciário, observando diversos tipos rochas metamórficas, sedimentares e ígneas. As unidades geológicas mais antigas da região estão relacionadas ao Ciclo Transbrasiliano que deu origem ao Supercontinente Gondwana, estas rochas são conhecidas na literatura como Grupo Cuiabá, constituído por filitos, metadiamictitos, metarenitos, quartzitos e mármores que foram depositados em um ambiente marinho e posteriormente dobrados e metamorfisados dando origem a uma imensa cadeia de montanhas. Associado a esse processo ocorreu a cerca de 503 milhões de anos a intrusão do Granito de São Vicente.
Em Chapada estão preservadas as rochas depositadas durante duas incursões marinhas (entrada do mar sobre o continente) que ocorreram durante o Paleozoico, à primeira delas tem como registro as rochas do Grupo Rio Ivaí de idade Neo-Ordoviciana, é constituído pelas formações Alto Garças e Vila Maria. A diferença de resistência das rochas associada à erosão através do fenômeno de erosão por piping possibilitou formar um conjunto de cavernas, dentre elas a Carvena Aroe Jari, maior caverna de arenito do Brasil.
A segunda incursão marinha ocorreu durante o siluriado-devoniano, onde foram depositados os arenitos da Formação Furnas e os folhelhos fossiliferros da Formação Ponta Grossa. Nesta última unidade são encontrados fósseis de trilobitas, tentaculites, braquiópodes (Conchinhas) entre vários outros animais marinhos.
Durante o Mesozóico um imenso deserto se sobrepôs as formações geológicas existentes nessa região. Esse deserto deu origem a Formação Botucatu, Constituída por arenitos médios bem selecionados com estratificações cruzadas tangenciais de grande porte, hoje estas rochas constituem um importante aquífero.
No período Cretáceo ainda associado aos últimos esforços de quebra do Supercontinente Gondwana, um sistema de Grábens e Horst se formou na região depositando uma sequência Vulcano-sedimentar que se iniciou com o magmatismo basáltico da Formação Paredão Grande seguido pela deposição em um sistema de leques aluviais das formações Quilombinho, Cachoeira do Bom Jardim e Cambambe. Nestas unidades já foram descritos diversos fósseis de Dinossauros entre eles o  Pycnonemosaurus Nevesi  identificado a partir dos fósseis coletados na região.

Réplica do Pycnonemosaurus Nevesi exposta no Museu de Pré-História Casa Dom Aquino

A última unidade geológica é a Formação Cachoeirinha constituída de conglomerados diamantíferos. Essa unidade está associada à história de diversas comunidades locais que se formaram devido à atividade garimpeira.
A erosão das unidades citadas da origem a diversos geomorfossítios que possuem uma beleza cênica sem igual. Destacando-se diversos mirantes, rios e cachoeiras. No município existe ainda um parque nacional criado para preservar a biodiversidade do cerrado Brasileiro, neste bioma existe uma grande diversidade de fauna e flora.
Relacionando todos os valores citados torna-se possível a criação de um geoparque que envolva a população local, preserve o meio ambiente e o patrimônio geológico e auxilie na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para o município. Após debate realizado em Audiência Pública requisita pelo deputado Wilson Santos, o primeiro passo para a criação do Geoparque foi dado no dia 17 de junho com a criação de um comitê para instrumentalizar as ações necessárias para desenvolvimento desta iniciativa. 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

DESTILAR

Concentro-me em busca de uma essência
Destilo-me como uma cachaça
Cada dia uma vivência
Fermento-me como um vinho! Transformo e transbordo-me em tua taça.
Olhando teu sorriso a vida tem um pouco mais de graça
Não que precise de algo para me prender,
Mas um belo sorriso é o suficiente para eu me perder
Vamos nos embriagar de agora

Venha comigo se esquecer do tempo e se livrar das horas. 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Temporal

Todo vento que soprou
Por outras terras já passou
Paixão temporal
Sentimento carnal

Tudo que vem volta
Todo coração um dia se revolta
Tudo que chegou também se vai
Como uma parábola que sobe e depois cai

Temporal que imunda,

Temporal que transforma
Temporal capaz de me arrastar
Temporal que faz afastar
Temporal que também faz transbordar

Corre e tira a roupa
Corre para o varal
Corre que hoje mais tarde tudo será temporal

Temporal que senti
Temporal foi o que vivi
Temporal é o momento
E sim temporal são até mesmo nossos sentimentos

quinta-feira, 2 de junho de 2016

DEBATER GEOLOGIA É PRECISO


Nesta semana que se passou na segunda-feira dia 30 de Maio se comemorou o dia dos geólogos, profissão que se dedica a estudar as rochas para compreender a história do nosso planeta.
A utilização dos bens minerais pelo homem se confunde com a própria história da humanidade, as idades que marcaram a evolução humana estão diretamente relacionadas à capacidade de se criar novas técnicas e utilidades para as rochas e minerais existentes no planeta Terra.
Hoje tudo que está ao nosso redor tem um pouco do trabalho do geólogo nele, desde o computador, celular ou tablete em que o leitor está usando agora, até as paredes da casa, as ruas, carros e até mesmo remédios e alimentos utilizam rochas para sua fabricação.
            Desta forma pode-se dizer que compreender a geologia e os bens minerais é importante para que o homem consiga conviver bem com o meio ambiente e com as limitações do nosso planeta, estudar e aplicar a geologia no dia a dia é fundamental para um futuro sustentável.
            Compreender a importância da geologia é fundamental para que os gestores e a própria sociedade como um todo tome decisões conscientes e tecnicamente embasadas, contudo, o que se é observado é que por muitas vezes o estudo técnico é deixado de lado, um belo exemplo disso é a política estadual de geologia e recursos minerais que é prevista na Constituição Estadual de 1989 nos artigos 297 a 299 a mais de 25 anos e até hoje nunca foi implementada. Esta política é fundamental para que o estado cresça de forma sustentável realizando um uso e ocupação do solo de forma correta, preservando aquíferos e explorando os bens minerais da melhor forma possível.
            Nesta sexta-feira dia 3/6 ás 14 horas esse assunto será abordo em uma audiência pública que será realizada na Assembleia Legislativa através de solicitação do Dep. Wilson Santos. Será uma oportunidade de toda a sociedade poder debater geologia e todos seus aspectos.
            A atividade faz parte da comemoração do dia dos Geólogos organizado pela Associação dos Geólogos do Estado de Mato Grosso (AGEMAT), o Sindicato dos Geólogos de Mato Grosso (SINGEMAT) e a Associação de Geólogos de Cuiabá (GEOCLUBE).
            Além da audiência ocorrerá ainda as oito da manha uma palestra do com a temática Situação Atual do controle de barragens de mineração no Brasil, ministrada pelo Geólogo Walter Lins Arcoverde, Diretor de Fiscalização da Atividade Minerária do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

            Precisamos debater e construir políticas sempre embasadas pelo conhecimento técnico, mas sempre envolvendo a sociedade no debate de forma a considerar todos os aspectos sociais e ambientais. Venha comemorar o dia do Geólogo conosco e participar deste importante debate.  

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Versos teus

Os planos nunca pensados
Os passos nunca executados
Os versos que nunca foram escritos
Os sentimentos que nunca foram descritos
As paixões que tomam a alma
As belezas que nos trazem a calma
Os sentidos são meus
Os versos são seus
E o tempo e nosso!  

descrever

Olho as rochas, vejo passado.
A geologia me conta o que foi retrabalhado
Cada grão tem sua história
Até as rochas possuem memorias
O seixo que rolou, a água que passou, o vento que soprou
Tudo deixa um sinal
Leio as rochas, vejo o tempo.
Em um segundo, olho o conjunto.
Aquele grão não está sozinho
A rocha cimentou
Um litoarenito se formou
Amanha vou descrever e vou contar

Vou dizer todos os segredos que aquela rocha quer me falar 

Não fuja do tempo

Não fuja do tempo
Menina que dança
Que brinca com vento
Dou-te um beijo
Aguço-te desejos
Em cada olhar um novo pensar
Não fuja do tempo
Menina que me fascina
Brinca comigo aproveite o momento
Vamos viver essa sina
Não fuja do tempo

Só deixe eu e você voar com o vento

O poeta sonhador

O poeta sonhador
Fala com a alma
Fala de amor
O poeta sonhador
Retrata sentimentos
Fala de dor
O poeta sonhador
Despedaça um coração
Fala de paixão
O poeta sonhador
É forte feito aço
Mas se derrete nos seus braços
O poeta sonhador
É doce ou amargo
Descreve com palavra todos os tipos de sabor
O poeta sonhador
Imagina uma musa

Colhe palavras apenas às usa 

domingo, 15 de maio de 2016

Uma noite

Hoje ele levantou sem se importar muito com o rumo que deve seguir. Abriu os olhos e viu o dia passar, vendo a vida como um espectador, assistindo sua própria rotina. Passa o dia, chega o crepúsculo, chega à noite... À noite vem cheia de suspense, ele chega a sua casa, abre a geladeira, abre a garrafa de cachaça e bebe uma dose, toma um banho, toma coragem, mesmo meio sem rumo toma um rumo. À noite o mundo é diferente, as pessoas saem em busca de coisas que o dia esconde, buscam sentidos, buscam testar seus sentidos. Ele sai pela rua, anda pelas estradas entra em bar, se senta em uma mesa qualquer e pede uma bebida e deixa a musica tocar seu corpo, era dia de rock! Ele olha para o lado, vê aquele corpo em movimento, se locomovendo conforme as notas musicais, um pouco anjo outro pouco nem tanto, com apenas um olhar ela o sugou para dentro de seu mundo, em segundos ele se levanta e vá a acompanhar em sua próxima dança. A noite estava apenas começando! Uma mãos toca a outra, escorrega para a cintura, a boca se aproxima do ouvido e sussurra forma intensa algumas palavras... Ele diz “de onde estava, senti uma sintonia no nosso olhar, senti que hoje meu corpo quer o seu e seu corpo quer o meu”. Ao terminar ele beija o pescoço dela meio que mordendo ao mesmo tempo, ela se deixa levar, diz que nesta noite só quer viver, não quer pensar. A noite passa os corpos se entrelaçam no salão, a vontade de uma ter o outro só aumenta a cada toque, a cada passo. Ele a chama para ir, ir embora para qualquer outro lugar... ao deixar o bar eles começam a andar pela rua, ele pensa em se conter mais a joga no muro ali mesmo, a segura com força, toma o seu corpo, a beija como se aquele fosse o primeiro e ultimo beijo, morde o lábio inferior, suas mãos deslizam por todo o corpo da menina, ela traduz o momento em sussurros e gemidos! Vamos... aqui não é lugar te quero em mim, te quero já. A porta do apartamento se abre e nem mesmo da tempo de a tranca-lá. Um corpo se prende ao outro as mãos deslizam pelo corpo, o desejo toma conta... ele beija desde sua boca, sua orelha, seu pescoço, desce por cada pedaço de corpo, chega aos seios, morde carinhosamente os mamilos, ela geme, ele pega com forço em sua cintura e desluza sua mão até a bunda. Ele a joga no sofá ela se deixa dominar nem se quer da tempo de tirar as roupa e os sexos já se encontram e começa de uma forma intensa, cada segundo um gemido, cada segundo um pedido de quero mais, entre puxões de cabelo, mordidas em arranhões, os dois se sentiram tanto em êxtase ao ponto de perderem a noção do tempo mesmo da intensidade do momento, as horas correram, para onde ninguém nem sabe. Um beijo um tchau, um dia, nenhum nome, nada do depois, nada do amanha e assim essa noite será lembrada. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Risca o céu

Risca o céu...
Passa voando
Eu risco papel...
E fico te olhado
Fecho os olhos e faço desejos
Seguro sua mão, te puxo e te beijo
Cada estrela que pelo céu passar
Faz aumentar o brilho do teu olhar
Amanha estrelas cairão
Amanha o céu estará em festa
Amanha e sempre você estará no meu coração

segunda-feira, 7 de março de 2016

Dinossauros de Mato Grosso

Alguns leitores ao ler o título devem ter pensando que eu abordaria neste artigo sobre nossos dinossauros da política, mas não. Vamos falar dos legítimos dinossauros do nosso Estado, aqueles que viveram há mais de 65 milhões em uma era geológica chamada de Era Mesozoica. Falarei mais especificamente neste artigo sobre acontecimentos que ocorreram entre 84 e 65 milhões de anos atrás.

Mas como era terra neste tempo?

Há 84 milhões de anos, em Mato Grosso, existiam, por exemplo, vulcões ativos nos municípios de Chapada dos Guimarães e Poxoréo. Neste tempo o Pantanal não existia e a Cordilheira dos Andes estava apenas começando a se formar. O supercontinente Pangeia estava se fragmentando, a África e a América do Sul estavam começando a se afastar e o Oceano Atlântico tinha apenas algumas dezenas ou centenas de quilômetros. Pelos fatos citados acima, é possível ver que naquela época nosso planeta era muito diferente.  

Reconstituição paleogeográfica do Período Cretáceo (Fonte: http://www.avph.com.br/cretaceo.htm)  


As rochas sedimentares que se formaram neste período guardam dentro delas diversos fósseis dos famosos dinossauros, um desses por sinal foi descrito com base em fósseis encontrados no Município de Chapada dos Guimarães, o nome deste animal é Pycnonemosaurus Nevesi, este podemos dizer que é um legitimo dinossauro Mato-grossense, que foi descoberto e descrito pelo paleontólogo Alexander Kellner do Museu Nacional do Rio de Janeiro. A paleontologia - para quem não sabe - é a ciência que estuda os animais do passado, enquanto a geologia estuda a história do nosso planeta através das rochas existentes.

Esse era o Pycnonemosaurus Nevesi (Fonte: http://www.latec.ufrj.br/dinosvirtuais/catalogo/pycnonemosaurus_nevesi.html)

Os fósseis de dinossauros de Mato Grosso se encontram em acervos em diversas instituições pelo mundo. Mas para quem quiser conhecer um pouco mais sobre esses animais que já viveram em Mato Grosso, não precisam ir longe. Aqui mesmo, na nossa capital, existe uma réplica do Pycnonemosaurus Nevesi de 2,20 metros de altura e 7 metros de comprimento que pode ser vista no Museu de Pré-História Casa Dom Aquino. No museu, além desta réplica, o público pode observar outros fósseis de dinossauros além de diversos outros animais já extintos que viveram aqui na Terra em outros tempos que foram descobertos pela equipe do Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais. Então se você tem dúvidas sobre a existência destes animais do passado ou se apenas quer conhecer um pouco mais sobre eles, vá lá e olhe com seus próprios olhos. Conheça os legítimos dinossauros de Mato Grosso. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Os jovens e os espaços de decisões

Independente da posição política de cada um, me alegra muito ver que nos últimos anos os assuntos referentes a política nacional estão cada vez mais presente nas conversas entre jovens. O problema é que muitos jovens não acreditam que seja possível mudar a política brasileira. Isso é um sério problema!
No geral a geração que está no poder no Brasil é a mesma que participou do processo de redemocratização do país. E isso não é só nas prefeituras, nas câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas e no congresso nacional, esse aparelhamento também ocorre em diversas outras instituições que existem em nossa democracia. O pior é que isso parece que não vai mudar tão cedo, na última reforma política, por exemplo, reduziram o tempo de campanha para 45 dias agora, afetando assim os candidatos novos e sem recursos.
Digo às vezes que a juventude hoje apesar de representar uma grande porcentagem da população ela não tem voz. E pior nem mesmo é escutada ou se quer tem políticas direcionadas para esse público. Os dados relativos a juventude são preocupantes, em Mato Grosso, por exemplo, 69,7% das  mortes de jovens, trata-se de morres por mortes violentas, sendo 31% causados no transito, 8,8% suicídios, este caso assim como  o das mortes no trânsito é muito preocupante, a cada 10 jovens que morrem 1 é por suicídio e 3 no trânsito. A evidente necessidade de construção de políticas públicas para juventude fica clara quando comparados com os dados da população não jovem em que apenas 9,6% das mortes são violentas.
O acesso à educação infelizmente ainda não está garantido para toda a juventude, segundo o CENSO de 2010 1,8% dos jovens mato-grossense entre 10 a 17 anos de idade são analfabetos.
Segundo a PNAD (2012) realizada pelo IBGE, no Brasil 19% dos jovens de 15 a 29 anos não trabalham nem estudam, 45,2% somente trabalham, 13,6% trabalham e estudam e 21,6% estudam apenas. Conforme a PNAD (2012) dentre os brasileiros que nem estudam e nem trabalham (Geração Nem-Nem) na faixa etária de 15 e 29 anos 70,3% do público é composto por mulheres. Entre 25 a 29 anos os números se ampliam ainda mais, sendo que o público feminino representa 76,9% e entre os jovens de 15 a 17 anos 59,6% da geração “Nem-nem” são mulheres. É preciso entender esse contexto e conseguir criar políticas de inclusão para esse público.
Estes são somente alguns dos desafios que envolvem as políticas para a juventude. Mas quando será que nossos governantes tratarão estes temas como prioridades? Até quando aceitaremos essa verdadeira chacina da juventude? E quando será que nós jovens vamos conseguir ter voz no Brasil. Vamos conseguir ter essa realidade que foi exposta acima modificada valorizando cada vida que esta iniciando, dando oportunidades de desenvolvimento humano e social para cada jovem no Brasil. Quando será que os gestores Brasileiros irão de fato construir e dedicar esforços para as novas gerações? 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Será que dá tempo?

Durante o último mês escrevi quatro artigos abordando sobre os desafios da juventude Brasileira. Em 2050 seremos a maior geração de idosos que o país já teve, e a grande pergunta é: será que dá tempo para fazer as mudanças necessárias para que em nossa melhor idade tenhamos condições dignas de vida?
Como tenho dito já há muito tempo, o principal desafio é dar formação e oportunidades para que nós ainda jovens, para que consigamos trilhar caminhos que auxiliem no desenvolvimento social nosso e do nosso país. Não estou falando de nos orgulharmos de dizer que existem exceções que dão certo, que conseguem Ascenção social. Estou falando de dar boas oportunidades para toda a juventude. Precisamos garantir uma boa educação e oportunidade para todos!
A transformação ocorre com mais facilidade em ciclos de desenvolvimento econômico, sendo assim, o país precisa voltar a crescer, mas precisamos saber aproveitar esses momentos de crescimento para gerar oportunidades e reduzir as desigualdades sociais e melhorar as condições de vida de toda a população. Para termos qualidade de vida é preciso investir na humanização das cidades, transporte decente, parques, saneamento básico, ou seja, qualidade de vida para todos os cidadãos.

Estas mudanças podem contribuir para enfrentar uma série de outros problemas que existem no Brasil como, por exemplo, a questão da segurança pública. Pois um país com menos desigualdades e mais oportunidades certamente terá mais segurança. Agora para se fazer essas mudanças antes de chegarmos em 2050, teremos que começar ontem. Não podemos mais perder tempo. Precisamos para de ser o país do futuro e passar a ser o país do presente, o país da mudança, das oportunidades e das transformações sociais. 

Integração entre universidade e sociedade marca I MINASGEO

Realizado na última semana, entre o dia 18 e o dia 20 na Universidade Federal de Mato Grosso, o 1° Seminário de Engenharia de Minas e Geologia – MINASGEO reuniu autoridades, profissionais liberais, empresas, estudantes e professores que debateram diversos temas referentes ao setor mineral no estado e no país. A programação contou com apresentação cultural na abertura com Sexteto de Metais da UFMT, diversas palestras, minicursos, oficinas além de uma mesa redonda.
Os mais de 240 inscritos tiveram a oportunidade assistir palestras sobre diversos temas entre eles “Produção Mineral Brasileira e Mercado de Trabalho”, proferida pelo Dr. Cleverson Cabral. Outra temática abordada foi à relação entre a universidade e a sistema profissional, durante a palestra “Atribuição Profissional e Currículo Acadêmico” ministrada pelo Prof. Dr. Fábio Augusto Gomes Vieira Reis (UNESP), que atualmente é Vice-presidente da Federação Brasileira de Geólogos – FEBRAGEO.
Dada as atividades de campo realizada pelos cursos de Geologia e Engenharia de Minas, o evento ofereceu também uma oficina sobre “Primeiros socorros e animais peçonhentos”, realizada pelo Corpo de Bombeiros do Estado de Mato Grosso, que instruiu os presentes sobre a temática, tema de importância para as atividades de campo que os alunos e profissionais da área possuem.
                Outro tema de relevância abordado no evento foi o Projeto Aripuanã, da Votorantim Metais, na qual foi apresentada a planta mineral proposta para pela empresa, destacando os impactos sociais, ambientais e técnicos do projeto. Esse é o principal empreendimento mineral que está sendo implementado atualmente no estado, desta forma a palestra foi uma oportunidade de esclarecer dúvidas sobre o empreendimento. 
O Código Mineral foi tema de debate em uma mesa de peso, que contou com a presença do Prof. Dr. Fábio Augusto Gomes Vieira Reis (UNESP), Vice-presidente da Federação Brasileira de Geólogos – FEBRAGEO; do Prof. Dr. Jose Margarida da Silva (UFOP) Coordenador da Câmara Especializada de Geologia e Minas do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA; do Prof. Me. Caiubi Emanuel Souza Kuhn (Coordenador do Evento e Diretor de relações sindicais – SINGEMAT); do Dep. Federal Nilson Leitão (membro da comissão especial do novo marco da mineração); e do Dr. Cleverson Cabral (FIEMT). Os presentes possibilitaram um amplo debate apresentando as visões da todos os segmentos da sociedade sobre o novo marco.
A palestra “Evolução do conhecimento geológico no estado de Mato Grosso” proferida pelo Geólogo Waldemar de Abreu filho, Chefe do Núcleo de Apoio de Cuiabá (Serviço Geológico do Brasil – CPRM), abordou o histórico do mapeamento geológico, destacando os principais projetos realizados.
O Prof. Dr. Cláudio Lúcio Lopes Pinto (UFMG) fechou o segundo dia de evento com chave de ouro com a palestra “Determinação dos parâmetros de resistência e deformabilidade para geomecânica” abordando os principais métodos e técnicas deste campo da ciência.
No sábado o evento foi encerrado com a realização de dois minicursos sendo eles: “Dimensionamento de equipamentos de lavra” ministrado pelo Eng. de Minas Cramer de Oliveira (Técnico do Instituto de Engenharia da Universidade Federal de Mato Grosso) e o Autocad Map 3D ministrado pela Jéssica de Paula Oliveira Ferreira (Discente do Curso de Engenharia de Minas).
Com essa programação o I MINASGEO se mostrou como um espaço não só de integração, assim como uma ótima oportunidade de desenvolver um diálogo entre professores, estudantes, gestores públicos, empresários e da sociedade em geral.

O evento contou com o apoio do Sindicato das Indústrias Extrativas de Minérios (SINDIMINERIO), do Sindicato das Indústrias de Extração do Calcário do Estado de Mato Grosso (SINECAL), da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-MT), do PET Geologia, da Votorantim Metais, da Império Mineração, da Associação dos Geólogos de Cuiabá (GEOCLUBE), da Associação dos Profissionais Geólogos do Estado de Mato Grosso (AGEMAT), e do Sindicato Geólogos do Estado de Mato Grosso (SINGEMAT).
























segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Desastres naturais. É possível prevenir?

Na última semana, vários municípios da região oeste do Estado de Mato Grosso têm aparecido nos noticiário devido à situação de emergência. A região vem sofrendo com enchentes e a ainda há relatos de moradores sobre blocos de rochas que teriam rolado montanha a baixo.
            Antes de qualquer coisa parabenizo o Governo do Estado pela atenção que tem dedicado a estes municípios, mas como geólogo não posso deixar de fazer algumas ressalvas em relação às políticas que o estado tem desenvolvido ao longo do tempo em relação à prevenção e contenção de desastres naturais. Em um artigo anterior abordei sobre o histórico de Mato Grosso em relação a terremotos, sendo que nosso estado registrou em 1955 o maior terremoto da história do nosso país (6,2 mb na escala richter).
            Voltando aos últimos acontecimentos, o estado além de dar atenção à população da área afetada precisa também saber lidar com as adversidades da natureza. Para isso, o governo precisa ter entre seus quadros técnicos profissionais habilitados e com formação adequada para garantir que os trabalhos sejam feitos com responsabilidade e da melhor forma possível.
            O problema é que desde governos anteriores o que se tem observado é que não existe de fato um entendimento que é preciso o estado ter uma equipe técnica para lidar com os diversos assuntos referentes ao uso e ocupação do solo. É preciso desenvolver os estudos adequados para desta forma, poderem ser tomadas as medidas que garantam a proteção da população. Segundo o site do Governo do Estado entre as atribuições da defesa civil estão: 1) Promover estudos referentes às causas, ameaças, vulnerabilidades e consequências de ocorrências de desastres de qualquer origem no Estado; 2)Promover a implantação de centros de ensino, pesquisas e gerenciamento sobre possíveis desastres dentro do Estado; 3) Promover a prevenção, a preparação, o monitoramento e a resposta a áreas atingidas por desastres.
            Em outros estados e países a defesa civil possui em seu quadro técnico geólogos que desenvolvem diversos trabalhos para mapear áreas de riscos, desenvolver cartilhas de orientação, realizar estudos sobre a drenagem e permeabilidade, estudos de uso e ocupação do solo através das cartas geotécnicas entre muitas outras funções. Precisamos que Mato Grosso siga os exemplos dos estados que estão lidando com esta temática de forma técnica, e desenvolvendo ações não só quando o leite já derramou, e sim realizando medidas de prevenção.

            No final do ano passado as entidades ligadas à geologia fizeram uma carta (Abaixo) relatando a falta de profissionais nas secretarias do governo. É preciso que o estado estabeleça um corpo técnico capaz de realizar todas as medidas de prevenção e mitigação de desastres naturais, por isso, reforço o coro das entidades da geologia. Governador Pedro Taques, abra CONCURSO PÚBLICO para geólogos JÁ!