quinta-feira, 25 de abril de 2013

Documento das entidades do setor mineral encaminhado ao Senador Pedro Taques



Segundo dados do IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração, a produção mineral no Brasil cresceu 550% no período entre 2001 a 2011, passando de US$ 7,7 bilhões para US$ 50 bilhões.  Os números mundiais ligados ao processo de urbanização e o crescimento das economias emergentes indicam que a PRODUÇÃO MINERAL BRASILEIRA continuará crescendo entre 10% e 15% ao ano, nos próximos três anos.
Segundo dados extraídos do DNPM – Departamento Nacional da Produção Mineral, através da análise de RAL – Relatórios Anuais de Lavra, em 2010 eram 7.932 empresas de mineração atuando no Brasil, assim distribuídas: 942 na região Centro Oeste, 1.258 na região Nordeste, 439 na região Norte, 3.392 na região Sudeste e 1.901 na região Sul. Estes números por si só indicam a importância do setor para a geração de renda em emprego em diferentes regiões do país. Destaca-se ainda que a mineração atua onde existe o minério, sendo uma importante atividade industrial geradora de empregos e infra estrutura mesmo em regiões consideradas ínvias para outras atividades industriais.
            Como todo setor produtivo, a mineração tem as suas especificidades. Assim, segundo Arantes et al. (2013) a formulação de políticas efetivas, sustentáveis e globalmente competitivas para o setor mineral e, em particular, para a exploração mineral (prospecção e pesquisa mineral), devem ser embasadas em três pilares críticos:
1)    a exploração mineral é a linha de frente da cadeia de geração de riqueza do planeta 
           Terra;
2)    o capital para investimento em exploração mineral é de alto risco, escasso e de grande mobilidade internacional;
3)    a formulação de políticas públicas efetivas, sustentáveis e globalmente competitivas para o setor mineral de qualquer país requer, necessariamente, uma postura pluralista por parte do Governo.
Assim como outros códigos brasileiros, o Código de Mineração Brasileiro data de 1967, ou seja, 46 anos de idade. Não existe dúvida para os operadores do setor, que tal legislação carece de atualizações. No entanto, se faz necessário uma análise dos números apresentados pelo setor, de suas especificidades e principalmente do momento econômico global. Desta forma lançamos as seguintes perguntas:
1)    Um setor que apresentou um crescimento de 550% na última década precisa, ou principalmente suporta mudanças radicais? Parece-nos que seria mais conveniente para a economia do país que este setor continuasse a crescer no ritmo apresentado, ou mais que recebesse incentivos do governo para ampliar o crescimento, ajudando assim a alavancar cada vez mais a economia do país;
2)    Pode um setor como a mineração suportar a instabilidade que vem gerando a discussão interminável de um Marco Regulatório para o Setor? Vejam que uma das especificidades do setor mineral é o alto risco para o capital investido. Basta analisarmos um número simples, de cada 100 projetos iniciados 2 são viabilizados para abertura de minas.
Cabe-nos também ressaltar que, desde que o Ministério das Minas e Energia lançou a discussão do Marco Regulatório do Setor Mineral, o DNPM – Departamento Nacional da Produção Mineral simplesmente deixou de aplicar a lei vigente no país. Para uma análise simplista do desastre que tal fato vem causando ao setor apresentamos alguns números levantados na reportagem da Valor Econômico de 02/04/2013: “ O embargo impede a exploração de jazidas de grandes empresas, como Vale, Vetorial e Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), segundo mapeamento inédito do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Todas essas minas já cumpriram os trâmites necessários para dar início à extração. A ArcelorMittal pensava em contratar cerca de 350 trabalhadores para o projeto Serra Azul, no Quadrilátero Ferrífero (MG), mas foi obrigada a rever os planos e tem visto sua produção encolher. O presidente da empresa, Sebastião Costa Filho, afirma que "o projeto estava praticamente aprovado" quando veio a suspensão de novas outorgas. O bloqueio atinge também 4.300 alvarás de pesquisa que estavam prestes a ser emitidos. Isso deixou sem nenhum tipo de exploração geológica uma área de 10,3 milhões de hectares, equivalente ao território de Santa Catarina. A filial brasileira da AngloGold Ashanti, que produziu 485 mil onças de ouro em 2012 e tem um plano ambicioso de crescimento no país, diz ter US$ 30 milhões em investimentos represados em pesquisas geológicas em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Pará. Na Bahia, um projeto de minério de ferro da Bamin já custou US$ 300 milhões aos investidores, que até hoje aguardam autorização para produzir”.
                Tal situação não tem deixado as mineradoras satisfeitas, assim uma série delas está recorrendo à justiça na tentativa de buscar garantias para os seus direitos e começaram a ter decisões favoráveis em primeira instância. Ou seja, o Governo, com sua política de indefinição levou para o judiciário questões simples que poderiam ser resolvidas no âmbito do DNPM, simplesmente cumprindo-se as leis vigentes no país. Fazendo um parâmetro com outras áreas, imaginemos que o judiciário deixasse de aplicar o Código Penal enquanto esta matéria está sendo discutida no Congresso.
                É lógico também que, para uma atividade que em sua maioria de investimentos provem de Bolsas de Valores, ao assistir uma situação como a que se configura, nenhum investidor colocará o seu dinheiro na atividade mineral.
            O interessante de toda esta estória é que não existe nenhum ato administrativo escrito que ordene a “paralisação” do DNPM. Ou seja, não existe nenhum respaldo legal para a atitude do Ministério das Minas e Energia em paralisar as atividades do DNPM. Neste sentido solicitamos ao Ministro Lobão, ou a quem deu a ordem expressa e verbal de não funcionamento do DNPM na expedição de Portarias e Lavra e Alvarás de Pesquisa, que a revoque, deixando assim o setor continuar trabalhando e produzindo, contribuindo para o crescimento do Brasil, neste momento de crescimento tão baixo da atividade industrial.
            Atualmente a incumbência de finalizar a proposta do Marco Regulatório para o Setor Mineral encontra-se com a Exma. Sra. Ministra Gleisi Hoffmann da Casa Civil. Ressaltamos que a ABPM - Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral, encaminhou por carta ao Dr. Beto Vasconcelos, um documento com as propostas da associação para modificações do Código de Mineração, configurando-se em uma proposta que traria mudanças, sem, no entanto causar efeitos desastrosos ao setor. Na opinião dos operadores da mineração no país, o que precisamos no momento é de adequações do Código de Mineração vigente e um fortalecimento do DNPM – Departamento Nacional da Produção Mineral, para que o mesmo fiscalize a aplicação da lei. Cabe ressaltar que, mesmo com o Código atual o DNPM, se bem estruturado, poderia ter evitado o que o governo vem chamando de atividade especulativa do setor, pois um simples ato administrativo cancelando alvarás de pesquisa daqueles que efetivamente não executam pesquisas, seria uma medida efetiva.
            Outro tema que o governo alega ser de vital importância é uma maior taxação sobre o setor. Alega o Governo que o CEFEM - Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais. No caso do minério de ferro, por exemplo, atualmente incide 2% sobre o faturamento liquido das empresas. A intenção é aumentar para 4% do lucro bruto das empresas. Se alguém analisar o número isoladamente poderá pensar que realmente é uma taxação baixa, muito possivelmente inferior a outros países que taxam a produção mineral. No entanto, o problema de taxação da indústria no Brasil não pode ser tratado de forma isolada, é preciso levar em conta o alto custo Brasil. Na verdade, o país precisa de uma reforma tributária ampla, e amplamente discutida no seio do Congresso Nacional, só assim todos estes problemas podem ser resolvidos. O Governo não vai solucionar o problema de arrecadação do país aumentando o CEFEM, mas poderá inviabilizar vários projetos de mineração e principalmente afugentar o capital de risco para outros países onde a taxação é mais racional.
            O assunto recursos minerais e mineração é de tal relevância que foi tratado na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em dois artigos:
Artigo 20. São bens da União:
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
Art. 176. As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra.
§ 1º A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais a que se refere o "caput" deste artigo somente poderão ser efetuados mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País, na forma da lei, que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras indígenas.
§ 2º - É assegurada participação ao proprietário do solo nos resultados da lavra, na forma e no valor que dispuser a lei.
§ 3º - A autorização de pesquisa será sempre por prazo determinado, e as autorizações e concessões previstas neste artigo não poderão ser cedidas ou transferidas, total ou parcialmente, sem prévia anuência do poder concedente.
§ 4º - Não dependerá de autorização ou concessão o aproveitamento do potencial de energia renovável de capacidade reduzida.

Como tal, o Marco Regulatório da Mineração não deveria estar sendo amplamente discutido pela sociedade brasileira através de seus representantes no Congresso Nacional? Nos parece muito estranho que o Governo Federal, formado por uma coligação de partidos políticos encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores, que sempre foi um contumaz crítico do uso de Medidas Provisórias por parte do Governo, discuta uma mudança do Código de Mineração à portas fechadas e encaminhe a matéria ao Congresso Nacional através de Medida Provisória, em vez de em forma de Projeto de Lei. Este fato reforça a nossa interpretação de que o Governo pretende manter o setor mineral em uma política não pluralista e intervencionista, e que com a apresentação do Marco Regulatório com mudanças radicais no setor, sem uma ampla discussão da sociedade, não está medindo as consequências do aumento da perda de confiança do setor privado e desmobilização de investimentos.

Ao final solicitamos a V. Excia. Que sejam encaminhadas as seguintes reivindicações dos operadores do Setor Mineral em Mato Grosso:
1 – Publicação imediata dos Alvarás de Pesquisa e Portarias de Lavra que estão represados
     no DNPM; 
2 – Que as mudanças proposta pelo Governo para o Setor Mineral sejam amplamente
      discutidas pela Sociedade Organizada e que não sejam encaminhadas ao Congresso
      Nacional via Medida Provisória; 
3 – Que sejam incluídas entidades representativas do Setor MIneral (ABPM, SBG...)
      nas audiência públicas que trataram do assunto Marco Regulatório do Setor Mineral, no
      Congresso Nacional;  
4 – Que seja proferida fala no Senado Federal em defesa do Setor Mineral. 

FIEMT – Federação das Industrias no estado de Mato Grosso
CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia
Sindminério
ABPM - Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral
SINDICATO DOS GEÓLOGOS DO ESTADO DE MATO GROSSO
SBG – Sociedade Brasileira de Geologia Núcleo Centro Oeste
AGEMAT – Associação dos Geólogos de Mato Grosso
GEOCLUBE – Clube dos Geólogos de Mato Grosso
CEMATEGE – Centro Matogrossense de Estudos Geológicos – Centro Acadêmico do Curso de Geologia
DRM – Departamento de Recursos Minerais UFMT
Curso de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso
APG – Associação de Pós-Graduandos da UFMT
Empresa Junior Geodesia Consultoria – UFMT
CREA-Jr – Geologia

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Não há inclusão sem assistência estudantil


Nos últimos anos o Governo Federal tem criado diversas politicas de expansão e democratização do acesso ao ensino superior. Programas como PROUNI deram, de forma pontual, a oportunidade de muitos jovens cursarem uma faculdade; já outras politicas como o REUNI, ainda que com todas as suas controvérsias, ampliaram significativamente as vagas nas universidades federais, chegando até mesmo a dobrar o número de vagas em muitas delas.
Ainda assim, temos muito a avançar – uma vez que somente cerca de 13% dos jovens do Brasil estão estudando hoje em alguma instituição de ensino superior e aproximadamente 40% dos jovens terminam o ensino médio. Estes dados mostram que o nosso país precisa melhorar muito em relação ao setor educacional.
A aprovação da politica de cotas, através da Lei n° 12.711 de 29 de Agosto de 2012, possibilitará nos próximos anos ampliar o acesso às universidades federais por parte dos estudantes oriundos de famílias de baixa renda. O decreto presidencial da Bolsa Permanência certamente auxiliará através do beneficio concedido, que este estudante consiga se manter na graduação durante os anos em que estiver cursando a universidade.
A expansão dos recursos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) auxiliam as universidades, no que tange a criarem e subsidiarem políticas dentre os 10 eixos da assistência estudantil. Todavia, estes recursos, em sua maioria, vêm destinados através do orçamento às politicas de custeio e pagamentos de auxílios e bolsas.
É preciso ampliar a assistência estudantil nas universidades de forma que esta ampare os estudantes com as politicas referentes a apoio pedagógico, alimentação, moradia, permanência, creche, atenção à saúde, cultura, esporte entre outros pontos essenciais para a qualidade de vida do estudante.
Quando se debate sobre inclusão social, não se pode esquecer que as politicas de assistência estudantil precisam abordar as universidades estaduais e também os bolsistas das universidades particulares. Atualmente, as políticas nestas universidades, em sua maioria, são quase inexistentes. O governo federal fornece uma Bolsa Permanência aos estudantes bolsistas do Prouni, mas este apoio é irrisório, pois não considera as necessidades de alimentação e moradia destes discentes. Muitas das universidades estaduais não possuem casas de estudantes e restaurantes universitários; outras destas universidades sequer possuem bolsas e auxílios.
Desta forma, não é possível capacitar a juventude para os desafios do nosso país. Reiterando, não é possível, neste modelo atual, formar cientistas, produzir patentes e, acima de tudo, gerar uma inclusão social verdadeira – inclusão esta a partir de um comprometimento integral à educação.
Este cenário coloca um novo desafio à educação brasileira e abre as portas para a atual conjuntura. O Brasil precisa criar politicas efetivas para erradicar a evasão escolar e fornecer acesso universal em todas as etapas educacionais, desde os primeiros anos até a pós-graduação. Para isso, é necessário valorizar os profissionais da educação e criar politicas de permanência nas instituições de ensino, pois não há inclusão social sem que ocorra assistência estudantil.
Os investimentos do REUNI não foram suficientes para construção das Casas de Estudantes e Restaurantes Universitários para atender a demanda existente – pelo contrario, em muitas universidades acabaram por ampliar ainda mais a demanda existente devido à ampliação do numero de alunos. Por isso, para que não ocorra um processo de evasão nas universidades, deixando assim vagas ociosas, é necessário que se crie uma politica de ampliação das estruturas físicas referentes à assistência estudantil, abrangendo aos Institutos federais, Universidades Federais, Estaduais e particulares.
O Brasil vive o desafio de capacitar a geração da inversão da pirâmide populacional, ou seja, a geração que terá uma responsabilidade muito mais ampla no que diz respeito a contribuição em forma de trabalho e impostos ao país. A atual juventude do Brasil, em 50 anos, formará um grande numero de aposentados e é preciso que o governo, no decorrer da vida destes cidadãos, forneça as condições básicas de desenvolvimento humano. Caso isto não ocorra, certamente o Brasil passará um colapso financeiro e social.
A UNE tem um vinculo umbilical com a assistência estudantil, já que nasceu na casa dos estudantes do Brasil, entretanto hoje a entidade perdeu parte do seu vinculo e seu compromisso com estas lutas. Precisamos resgatar as ações praticas de defesas da assistência estudantil, pois sem ela não se tem inclusão.
Recentemente, no estado de Mato Grosso, em um manifesto pacifico contra a redução do numero de vagas nas casas de estudantes e por ampliação da assistência estudantil, estudantes foram baleados e presos, tratados violentamente pela policia. Estes estudantes estavam apenas lutando pelo direito a educação para todos, lutando por fortalecimento das politicas de assistência estudantil. Em um momento onde se debate as atrocidades cometidas durante a ditadura vimos a UNE tapar os olhos para fatos que ocorreram com estudantes nos dias de hoje. O mais interessante é que até mesmo no senado o assunto foi citado e debatido através da fala do Senador Pedro Taques, a noticia sobre a luta dos estudantes em Mato Grosso por assistência estudantil e sobre a ocupação da reitoria ganhou também as paginas da G1, R7 entre muitos sites de noticia da grande mídia. Mas e a UNE, por que não se manifestou?
Precisamos que nossa entidade esteja junto com os estudantes na defesa da ampliação da assistência estudantil. É necessária que a UNE lute pela criação de um amplo programa de criação das casas de estudantes, restaurantes universitários e bibliotecas – tudo isto associado ao fortalecimento das políticas de apoio a permanência, abrangendo as universidades federais, institutos federais e criando políticas de parceria com estados e municípios para fornecer apoio aos discentes das universidades estaduais e particulares. Fica claro que todo o avanço categórico na estrutura e desenvolvimento das universidades não cumpre seu papel de forma plena se o estudante não tiver garantidas as condições básicas para sua permanência e desenvolvimento na graduação e pós-graduação.
O governo atualmente esta investindo bilhões na Copa do mundo e nas Olimpíadas. O estado chega a gastar muito mais que R$ 2.400 com um preso. E a educação? Qual é o espaço e a prioridade dada à educação? Como formaremos as futuras gerações, sem ampliar o acesso à educação e permitir a sua democratização através de um programa arrojado de ampliação da assistência estudantil? Quais as prioridades de um governo? É melhor ter um jovem capacitado ou preso? Qual o espaço dos futuros técnicos, intelectuais, cientistas e quadros no Brasil do século XXI?
Por isso defendemos:

  1. Criação de um programa de construção de Casas de Estudantes e Restaurantes Universitários nas Universidades Federais e Institutos Federais (PROMAES);
  2. Ampliação do valor do PNAES para 2 Bi, visando atender as demandas da assistência estudantil;
  3. Criação de uma política que forneça auxílio-alimentação e moradia para estudantes dos Bolsistas de baixa renda das Universidades Particulares;
  4. Criação de uma política em parceira entre o governo federal e os governos estaduais para criação e manutenção das estruturas básicas de assistência estudantil nas universidades estaduais;
  5. Criação de um programa para ampliar o numero de bibliotecas públicas no Brasil, assim como a ampliação do acervo das existentes.
  6. Lutar para que todas as universidade forneçam politicas de Creche para as mães que estejam estudando.
  7. Criação do fundo nacional de Assistência Estudantil;
  8. Ampliação das politicas de Apoio Pedagógico, para que atenda as demandas dos discentes de baixa renda tais como materiais didáticos como régua T entre muitos outros.  
  9. Que a UNE atue na luta pela aprovação do estatuto da Juventude e na luta pelo passe livre para os estudantes de baixa renda.
  10. Lutar pela ampliação das politicas de assistência para estudantes portadores de algum tipo de necessidade especial. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Lei do passe livre Cuiabá


LEI Nº 4141 DE 17 DE DEZEMBRO DE 2001


DISPÕE SOBRE A INSTITUIÇÃO DO PASSE LIVRE ESTUDANTIL NO SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

AUTOR: EXECUTIVO.
O Prefeito Municipal de Cuiabá - MT, faz saber que a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou e ele sanciona a seguinte Lei:
Art 1º Fica instituído o "Passe Livre Estudantil’, no Serviço Público Municipal de Transportes Coletivo de Passageiros, de caráter pessoal e intransferível, garantindo aos estudantes, regularmente matriculados e na freqüência do curso, a gratuidade do seu uso.

Art. 2º São beneficiários os estudantes de primeiro, segundo e terceiro graus, cursos supletivos, pré-vestibulares, Institutos e Escolas Profissionalizantes, Institutos e Seminários Teológicos (religiosos), da rede pública e privada de ensino do Município, matriculados em estabelecimento de ensino, com situação regular junto a Prefeitura Municipal de Cuiabá.

Parágrafo único: É vedado ao beneficiário acumular mais de uma concessão do beneficio.

Art. 3º São requisitos obrigatórios e indispensáveis para fazer jus ao "Passe Livre Estudantil":

I - Comprovar residência fixa no Município de Cuiabá;
II - Estar matriculado em estabelecimento de ensino localizado há mais de 2.000 (dois mil) metros da residência do beneficiário;
III - Apresentar atestado de matricula escolar, emitido a cada ano letivo e assinado pelo Diretor do Estabelecimento de Ensino em modelo padrão, devidamente aprovado pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbano-SMTU, para a primeira concessão do beneficio e nas seguintes além deste, atestado de freqüência relativo ao ano letivo anterior;
IV- Apresentar a Carteira de Estudante atualizada, que será emitida pelos Diretórios Centrais dos Estudantes-DCE’s, pelas instituições de ensino de natureza pública e privada, pela Associação Cuiabana dos Estudantes Secundaristas-ACES, Associação Mato-grossense de Estudantes-AME, ou outras entidades competentes da representação estudantil;
V - Apresentar Atestado de Freqüência Escolar, trimestralmente, assinado pelo Diretor do Estabelecimento de Ensino.

§ 1º O beneficio será válido nos dias regulares de aula do beneficiário, declarados pelo Estabelecimento de Ensino, conforme o calendário escolar.
§ 2º O beneficio abrange o transporte convencional (ônibus) e o alternativo (lotação, micro-ônibus), sendo restrito às linhas do trajeto residência/estabelecimento de ensino/residência, identificados no cartão do beneficiário.
§ 3º Em caso de fraude comprovada, o beneficio será automaticamente cassado.
§ 4º Sofrerão punições administrativas os responsáveis em atestar a autenticidade dos documentos apresentados e que vieram a propiciar qualquer tipo de fraude.

Art. 4º A Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos - SMTU, no prazo de até 60 (sessenta) dias, deverá publicar Portaria regulamentando o modelo padrão dos documentos exigidos para a concessão do beneficio, bem como, os aspectos técnicos e operacionais para sua implantação.

Art. 5º O custeio dos benefícios desta Lei, não implicará aumento do equivalente já existente dos 50% (cinqüenta por cento) do valor da tarifa normal, já incluso no cálculo operacional do sistema municipal de Transportes.

Art. 6º O custeio do equivalente aos outros 50 % (cinqüenta por cento), resultante desta Lei, correrá à conta do Tesouro Municipal.

Art. 7º Fica vedado o aumento da tarifa vigente e a inclusão nos cálculos tarifários futuros, os benefícios do acréscimo de 50 % (cinqüenta por cento) advindos desta Lei.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 9º Fica revogada a Lei nº 2255/85 e o art. 35 e seus parágrafos da lei nº 1789/81, bem como suas alterações consignadas nas leis nºs 2.050/83, 3.343/94, 3.785/98 e 3.832/99, que também ficam revogadas.

Palácio Alencastro, em Cuiabá, 17 de dezembro de 2.001.
ROBERTO FRANÇA AUAD
Prefeito Municipal

ACRESCENTA PARÁGRAFO ÚNICO NO ARTIGO 1º DA LEI Nº 4141 DE 17 DE DEZEMBRO DE 2001, QUE DISPÕE SOBRE A INSTITUIÇÃO DO "PASSE ESTUDANTIL" NO SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.


AUTOR: VER. MILTON RODRIGUES

A Presidente da Câmara Municipal de Cuiabá - MT, faz saber que decorrido o prazo legal e, conforme o § 8º do artigo 29 da Lei Orgânica do Município de Cuiabá - MT, promulga a seguinte Lei:

Art. 1º Fica acrescido o parágrafo único ao artigo 1º da lei nº 4.141 de 17 de dezembro de 2001, com a seguinte redação:

"Art. 1º ...
Parágrafo Único - Os beneficiários do "Passe Livre Estudantil", instituída no caput deste artigo, utilizarão o benefício no período letivo em qualquer horário, dos dias em que as instituições de ensino, informarem a existência de atividades educacionais."

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO PASCHOAL MOREIRA CABRAL EM 10 DE JANEIRO DE 2005.

VEREADORA CHICA NUNES
PRESIDENTE

A crise no setor mineral e seu efeito na sociedade



O setor mineral nos últimos dois anos tem sofrido com uma crise provada pelo governo federal. Em 2011 o governo federal começou a demonstrar o interesse de debater o Código Mineral que é o documento normativo que legisla sobre o processo de mineração no Brasil desde a pesquisa até a lavra.
        O código de fato esta desatualizado e necessita ser modificado, entretanto o governo de maneira inconsequente passou a não liberar alvarás e cessão de direitos. Os número quando analisados mostram claramente a crise através da comparação dos dados de 2011 onde ocorreu a liberação de 19.582 alvarás e 4350 cessão de direitos em 2012 os números mostram uma redução drástica com apenas 8.860 alvarás liberados e 3.060 cessão de direitos. Isso ocorre devido ao fato do governo travar a liberação de licenças em quanto não se publica o novo código, sendo assim nestes últimos 2 anos diversos projetos simplesmente pararam no Brasil. A alegação do governo é que o setor mineral é especulativo.
     Toda via, é de conhecimento da sociedade que a atividade mineral possui um custo altíssimo e a viabilidade de um empreendimento mineral depende do valor da commodities, impostos e de viabilidade de logística de transporte. Para um projeto de pesquisa chegar a se transforma em lavra demora até mesmo mais de 10 anos, todos os dados devem ser minunciosamente analisados e calculados seguindo os padrões internacionais de qualidade e confiabilidade. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM, dos 205.197 alvarás de pesquisa concedidos de 1991 a 2010, apenas 4.680 resultaram em portarias de lavra, este total representa 2% das pesquisas autorizadas. O instituto estima ainda que hoje 4.300 pedidos de pesquisa, apesar de já terem sidos analisados pelo DNPM, estão sem a assinatura do ministério e sem publicação no diário oficial. Este montante nas contas do instituto não governamental, representaria R$ 20 bilhões em investimentos parados, aguardando resposta.
         Mas qual a consequência desta crise? A crise tem mostrado um impacto amplo dentro do setor no Brasil causando um desemprego crescente de profissionais que trabalham na pesquisa mineral. Além disto a crise afeta o país sobre o aspecto da não geração de emprego, a final são 20 Bilhões parados, que estão deixando de circular na economia.
          Uma mineração paga impostos paras os municípios, necessita de maquinas, de alimentação para seus funcionais, necessita de funcionários, estes necessitam de moradia e todos os outros bens que um cidadão utiliza. Ou seja, hoje no país empresas podiam estar vendendo mais, municípios poderiam ter mais recursos para investimentos, e milhares de empregos poderiam ter sido gerados.
           Mas o impacto é só este? Não! O setor mineral é responsável por toda a base de matéria prima industrial, e também tem grande importância para o setor agrícola, a crise ainda não afetou diretamente todos estes setores mais certamente afetará. O aquecimento da construção civil e do setor agrícola do Brasil necessita cria uma demanda crescente de britas, calcários, fosfato, argilo-minerais entre outras matérias primas básicas. Se a demanda aumenta e a oferta não, o preço de produção sobe, este valor é repassado para nós consumidores, que pra variar estamos pagando a conta da irresponsabilidade governamental.
       Para que esta situação não se agrave é necessário que o governo publique todos os alvarás que estão em espera, e que realize um amplo debate com todo a sociedade e as instituições da sociedade civil organizada para debater e construir um código mineral condizente as necessidades e demandas do Brasil tendo como base também o panorama mundial de mineração e outros fatores relevantes. Esta construção tem que ser feita de forma técnica com ampla participação dos profissionais que entendem do assunto, mas oque vemos hoje é que o código esta sendo construído simplesmente por políticos e a portas fechas. 

sábado, 30 de março de 2013

Novos caminhos, novos lugares!


Aonde você quer chegar? Você esta fazendo seu caminho ou seguindo a trilha? Tudo que foi descoberto e construído até hoje, toda invenção, toda mudança que ocorreu no nosso mundo foi por que alguém pensou em fazer diferente.

Se não fosse assim o homem ainda estaria nos primórdios, não teria inventado a pedra lascada, a pedra polida, o bronze, a roda entre muitas outras coisas. Estaríamos ainda na musica de sobro, não teríamos todos estes instrumentos que temos hoje, não teríamos caros nem mesmo aviões, não vestiríamos roupas e não cozinharíamos nossa própria comida. Se você quer contribuir para o mundo, tente usar o que você aprendeu para criar novas coisas e novos métodos. Use sua cabeça e pensamentos para abrir novos caminhos e horizontes, pois somente isso levará a evolução humana.

#Faça diferente, mude a rota e descubra o novo! 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Jornalismo sério X falsa mídia


Mais uma vez venho a público apresentar um esclarecimento sobre falsas  informações publicadas na “mídia”. Para quem não sabe, as políticas de assistência estudantil da UFMT e de outra universidade federais, são focadas para os estudantes da graduação e pós-graduação, conforme a CONSUNI N.º 06, DE 04 DE MAIO DE 2005 onde consta: “Artigo 1º - Denomina-se Moradia Estudantil os espaços de residência temporária de estudantes da graduação e de pós-graduação scricto sensu, dos sexos masculino e feminino, da Universidade Federal de Mato Grosso, devendo sua utilização estar associada às políticas acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão.”
Resido na casa do estudante desde minha graduação, e sempre tive um excelente desempenho acadêmico, além de participar de diversas atividades de pesquisa, ensino, extensão e sociais. Não irei debater aqui minha situação socioeconômica, pois já comprovei esta muitas vezes para a Universidade.
Desenvolvo sim algumas funções de representação na sociedade, atualmente estou como Conselheiro de Moradia da UFMT, Coordenador Estadual do CREA-Junior MT, Presidente da Associação de Pós-Graduandos, representante dos mestrandos de geociências, Vice-presidente do Clube Capablanca de Xadrez, Coordenador do coletivo Reinventar em Mato Grosso, e sim, faço parte da Juventude do PDT entre muitas outras atividades que desenvolvo, ajudando sempre a realizar debates e ações na sociedade visando a melhoria das condições sociais.
Não disse nenhuma destas funções antes, pois  estava no manifesto como morador, conselheiro de moradia e Presidente da Associação de Pós-Graduandos, lutando por aquilo que me fez quem sou hoje, que é a Assistência Estudantil. E por isso digo, sempre lutei e sempre continuarei a lutar pela casa dos estudantes.
Digo também que estou sempre a disposição para qualquer esclarecimento, e quem quiser saber qualquer coisa entre em contato comigo, e para finalizar repudio estes “jornalistas” que se prestam ao papel de escrever matérias sem ter o mínimo de fundamento e digo que é este tipo de pessoa que coloca em xeque o trabalho muitas vezes serio desenvolvido pela imprensa.
Nossa luta continua, por nenhuma vaga a menos, e por ampliação das moradias estudantis. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

A verdade sobre a Assistência estudantil na UFMT

Nos últimos dias, após os fatos ocorridos durante a nossa luta contra o fechamento de 50 vagas nas casas de estudantes da UFMT, diversas informações foram colocadas sobre a assistência estudantil. É importante esclarecermos, dentre tudo que foi dito, qual é a realidade dos fatos, e o que está sendo omitido e/ou alterado.
Os números reais sobre assistência estudantil são bem diferentes do que os apresentados pela universidade e, por isso, são necessários corrigir e elucidar alguns fatos e dados. A UFMT possuirá este ano 1885 bolsas permanência (sendo 1250 institucionais e 635 oriundas da nova politica de cotas do MEC) a qual para-se 400 reais mensais para cada estudante bolsista estudantes, 1500 bolsas alimentação cujo valor este ano será de 100 reais mensais tendo ainda um adicional na nesta bolsa de 40 reais quando este for morador de casas de estudantes ou bolsistas moradia, 360 bolsas moradia onde o valor é de 360 reais e 150 vagas de casa de estudantes (UFMT quer fechar 50 reduzindo para apenas 100 vagas), das quais todas estas podem ser acumulativas entre si exceto bolsa moradia e casa de estudante.
Sendo assim o estudante que é amparado por todas as politicas de bolsa e auxilio chegam ao máximo a ganhar 540 reais quando morador de casa de estudante e 900 reais quando bolsista moradia. Neste segundo caso com este valor o estudante deve pagar seus gastos com agua, luz, telefone, internet, alimentação e demais gastos que todo estudante tem. Afirmo então que a UFMT não paga 1200 reais de bolsa, e sim ao máximo 800 reais, e este valor e pago a no máximo 360 estudantes, já que, este é o numero de bolsistas moradias.
Ressalto ainda que a minoria dos estudantes recebem os três tipos de politica (alimentação + permanência + moradia) sendo assim, a informação passada na mídia através da reitora de que os discentes receberiam 1200 reais não procede, assim como a informação referente a quantidade de estudantes assistidos pela politica de bolsas da UFMT, que são para atender mais de 20 mil discentes, lembrando que as politicas de bolsas são acumulativas, desta forma diferente do que foi dito pela UFMT não temos metade dos estudantes assistidos por bolsas de auxilio, e sim apenas cerca de 10% a 15% dos discentes são amparados pela assistência estudantil.
                A Casa do estudante que foi inaugurada no final de 2012, começou sua construção a 8 anos atrás e foi entregue somente agora. Desde o inicio da gestão da reitora Maria Lucia, não se teve nenhum edital de construção de novas casas de estudantes, mostrando assim que a UFMT não prioriza a politica de casas de estudantes. Neste período a instituição criou uma politica paliativa que foi o auxilio moradia, entretanto temos que analisar a relação de custo/beneficio entre as duas políticas.
                Nas casas de estudantes, os assistidos possuem geladeira, fogão, cama, maquina de lavar dentre outros apetrechos que são usados para vivência e para qualidade de vida. Primeiramente ressalto que defendo a construção de novas casas, mas se for para analisarmos as diferenças entre os gastos com as casas de estudantes alugadas e o valor gasto com auxílio moradia, temos que ser críticos e colocar os dados na ponta do papel.
                Nos bairros próximos a UFMT, qualquer aluguel de uma kitnet de um quarto e um banheiro custa cerca de 500 reais. O auxilio paga somente 360 reais para que o estudante pague agua, luz e internet, não sendo suficiente para os mesmos o valor pago pela universidade com a politica de auxilio.
Cada casa alugada tem um custo que varia entre 1900 e 2800 reais para abrigar entre 8 e 12 estudantes. Ao todo o gasto com aluguel custa cerca 240 reais por mês para cada um dos 50 estudantes assistidos por estas casas. A universidade também custeia os gastos de energia e agua e fornece internet gratuita (pois é proveniente da conexão principal da universidade e é transmitida através de antenas para as moradias). Estas casas possuem toda a estrutura de vivência necessária para convivência e formação dos estudantes, como cozinha, área de serviço, quintal, sala dentre outras estruturas que auxiliam para a qualidade de vida dos moradores.
Comparando então, às casas supracitadas, ao auxilio moradia, e com base nos dados aferidos, nota-se que a primeira possui um grau de qualidade superior por ser uma política mais barata e eficiente, contrária ao auxílio moradia, que se mostra hoje com valores insuficientes para custear os gastos dos estudantes.
Agravando a situação e analisando o fato de que as politicas de assistência estudantil são para estudantes de baixa renda, temos que considerar que, para realizar aluguéis em geral é necessário fiador e comprovação de renda. Ora, se a família do discente é de baixa renda quem seria o fiador desse estudante? E digo mais, nas casas de estudantes já existem móveis que fornecem aos estudantes as condições mínimas de vivência. Uma família de baixa renda teria condições de mobiliar uma kitnet? Teria condições de pagar a conta de energia, água, e internet?
Importante ressaltar que neste ano de 2013 ingressarão dentre os calouros da UFMT, pela nova politica de cotas, 635 estudantes comprovadamente de baixa renda. Muitos destes são oriundos de outros estados, sendo assim, necessitarão de moradia estudantil. Nesta análise não estamos considerando a demanda existente nos dias de hoje e que não é atendida, ou seja, somente a demanda dos calouros já será muito superior a oferta atual. E por isso defendemos a ampliação de imediato da moradia estudantil. Queremos construção imediata de novas casas e não aceitamos a redução de nenhuma vaga de moradia estudantil. Nós estamos defendendo que a UFMT mantenha as casas de estudantes alugadas, já que estas se mostram mais baratas e oferecem uma melhor qualidade de vida. Lembrando que não estamos aqui reivindicando nenhum tipo de luxo, apenas qualidade de vida e eficiência dos gastos públicos.
E perguntamos: Mesmo com todos estes argumentos, por que a reitora quer fechar as casas? Que gestora é essa que quer optar por uma politica mais cara e menos eficiente, querendo colocar o estudante em condições piores de moradia? E por que a UFMT tem se negado a realizar uma audiência pública? E o mais importante, porque o maior interessado, que é o estudante, foi informado informalmente somente sobre esta “mudança”? Nunca fomos ao menos, convidados para participar dessa discussão e buscar alternativas, uma vez que somos os principais afetados com essas mudanças? E por que reduzir vagas na sendo que a demanda esta ampliando expressivamente? 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A luta é uma só...

É com certeza motivo de insatisfação da maioria dos estudantes do Brasil o valor pago pelas bolsas de pesquisa. Os valores não representam nem ao menos 2/3 do salario mínimo na graduação, e com a mudança de perspectiva que ocorre ao entrar em um mestrado ou doutorado o valor também se torna insuficiente.
É importante lembrar que o pós-graduando tem por obrigação publica, logo deve se inscrever nos congressos pagar as anuidades das associações, dos conselhos profissionais entre outros gastos que surgem na vida destes estudantes. As diferenças das politicas entre graduação e pós-graduação são gritantes, um bom exemplo é a falta do beneficio do passe livre em Cuiabá aos pós-graduandos.
Mas por que este título “a luta é uma só”? Bom vamos agora entender um pouco da engrenagem que rege sobre a ampliação do valor das bolsas no Brasil. Em geral as bolsas de pesquisa são ampliadas juntas, ou seja, bolsas de PIBIC-Junior (ensino médio), PIBIC (Ensino Superior), e as bolsas de mestrado e doutorado (Pós-graduação), sendo assim o correto seria a luta pela ampliação ser desenvolvida por Grêmios, CAs, DCEs, APGs, UEEs, UBES, UNE e ANPG, desta forma teríamos de fato um processo de valorização da pesquisa no Brasil.
Os impactos da ampliação das bolsas vão muito mais profundos chegando a gerar resultados diretos também nas bolsas de assistência estudantil. Na Universidade Federal de Mato Grosso a pós uma luta desenvolvida pelo movimento de Casa dos Estudantes acordado junto a reitoria que o valor da bolsa permanência deve acompanhar o valor da bolsa PIBIC, desta forma nos últimos anos sempre que reajustada  uma das bolsas a outra também é ampliada.
A luta pela ampliação das bolsas de pesquisa é uma luta de todos os estudantes do Brasil e devemos juntar forças para que consigamos cada vez mais ter as condições necessárias para o desenvolvimento cientifico de nosso país. 

Pedição pública pela ampliação do valor das bolsas 

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N35799

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tuiú que não fala inglês, não tem freguês! A copa do pantanal.


                Analisando os andamentos das obras e demais atitudes tomadas para a copa decidi escrever este texto apontando alguns pontos sobre o assunto. A principio trazer a copa para Mato Grosso trás junto com ela uma revolução para o estado, colocando-o por um tempo sobre o enfoque do mundo e deixando de legado obras que realmente mudarão a vida e cotidiano da cidade de Cuiabá.
                Mas vamos fazer agora uma analise mais critica sobre a construção politica e também social que envolve as obras da copa e seu legado. Primeiramente os projetos foram feitos a toque de caixa, não pensando em possíveis expansões futuras. O ponto crucial para tudo esta sendo o prazo, ou seja, não esta sendo pensada necessariamente qual a melhor forma. Podemos analisar exemplos no mundo inteiro de veículos sobre trilhos que são colocados em superfície, nestas cidades em longo prazo isto provoca gastos muito grandes em obras de mobilidade para possibilitar a expansão do trafego.  Além disso, as dividas deixadas pelas obras da copa deixarão o estado sem possibilidades de grandes investimentos por um bom tempo.
                Mas a pergunta principal é: Falam tanto que as obras são para a copa e para fazer com que os turistas tenham uma boa impressão de Cuiabá! Mas os países de primeiro mundo tem uma estrutura de transporte exemplar sendo assim o turista quer ver o VLT ou as trincheiras? Não caro leitor... o turista quer ver o que o Mato Grosso tem de melhor! E enquanto se tem 1,5 bilhões em uma única obra eu não vejo se quer alguns milhõezinhos para o turismo. Pelo contrario vejo o caso do Cineteatro, onde a OCIP responsável pediu a quebra do contrato por falta de pagamento, vejo também os músicos e artistas que não tem recurso há muito tempo, os museus abandonados, e as cidades turísticas como Chapada dos Guimarães, Nobres, Poconé e Jacira sem ao menos ter o mínimo investimento de turismo.
                Turista não quer ver asfalto, turista não quer ver obra, turista quer ver as belezas naturais, quer conhecer nossa historia e ter um bom atendimento. E isso meu caro, só se tem com muito investimento em treinamento e também alguns investimentos básicos nas estruturas culturais que temos em nossos municípios. E deixo a pergunta a todos vocês, quando o poder público vai parar de politicagem gastando mais dinheiro com propaganda das obras da copa do que com investimento em cultura e turismo. Quando vão perceber que turista não quer ver viaduto? 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mochilão pela Bolívia e Peru, uma viagem pra se guardar na memoria para sempre!


Bom vou contar aqui um pouco da minha viagem de final do ano, onde estive fazendo um mochilão por algumas cidades na Bolívia e no Peru. Tudo começou no dia 24 de dezembro partindo eu da rodoviária de Cuiabá rumo a Cáceres que é a cidade mais próxima da fronteira, de lá pegue um ônibus até a divisa e posteriormente um taxi até San Mathias – Bolívia. Passei pela imigração e segui até Santa Cruz através de um ônibus muito locou por uma estrada de terra. Cheguei dia 25 e não tinha nem um lugar aberto para cambiar meu dinheiro, sendo assim, resolvi ficar ali até o dia seguinte por que tava com uma alergia que me incomodava muito e precisava ver se ela ia passar (não passou durou 7 dias).  
Nesta cidade me ocorreram algumas historias, Santa Cruz é uma cidade razoavelmente grande em um lugar plano com um calor que lembra Cuiabá, possui poucos atrativos turísticos e um deles é o seu centro histórico com casarões e igrejas da século XIX.  Fiquei em um hotel no centro mesmo que era perto da casa de câmbio esperando o dia seguinte. Andando pela rua fui abordado por dois “policiais”, me pediram os meus documentos, mostrei, me pediram para ir acompanhar eles até a delegacia para checar se não tinha nada de errado comigo dai entrei no carro, dai me pediram minha carteira para ver se tinha droga, peguei a carteira tirei o dinheiro dela e coloquei no meu bolso e entreguei só a carteira, os “policiais” pegam a carteira olham colocam em cima do banco e pedem para ver o dinheiro para checar se é falso, pego então a minha carteira coloco no meu bolso abro a porta do carro e pulo do carro!
Meu dia continua, volto pro hotel tomo um banho depois saio mais tarde para tomar uma cerva gelada e comer algo. Descubro que cerveja lá tem o mesmo preço que no Brasil! No outro dia troco o dinheiro e sigo al terminal del bus! Compro minha passagem para lá paz, na rodoviária fui abordado por um policial novamente quando faltava cerca de 30 mim para sair meu ônibus. Ele pediu meus documentos e depois notou que estava faltando meu cartão internacional de vacinação! Neste momento ele me disse que eu tinha suas alternativas poderia ir a imigração e ficaria ali até o dia seguinte para resolver o problema ou poderia pagar uma pequena taxa para resolver  problema ali mesmo.  Eu já estava de saco cheio, e ia perder meu ônibus se não resolvesse o problema e então resolvi pagar os “impostos” para o policial.
O leitor deve está se perguntando agora: é isso que vai ficou guardado na memoria pra sempre? Não meus amigos, apesar de está com uma alergia e de ter conhecido este lado da Bolívia que não me foi muito agradável minha viagem começou a melhorar pouco a pouco (mais a frente tem algumas fotos que falam por si só e mostram muitas das belezas que visitei). Segui até La Paz e posteriormente até Copacabana, neste caminho conheci alguns brasileiros de Curitiba e uma menina muito simpática do Peru a qual fiz uma boa amizade. Em Copacabana fui a ilha del sol, lugar lindo e magico em meio ao lago Titicaca com paisagens maravilhosas e um clima delicioso que deixava uma vontade gigantesca de beber um vinho e tomar um chá de coca. Devido a altitude minha cabeça estava doendo um pouco, mas nada que atrapalhasse.  Já estava começando a pegar o ritmo da viagem e vi que a melhor forma para um viajante sozinho era se enturmar e fazer sempre amizades. Trocar informações sobre os percursos também era muito útil.
Sai de copa Cabana ainda com minha agradável alergia e segue logo para Cusco no Peru. No ônibus conheci dois amigos sendo um colombiano e outro brasileiro ao chegar, seguimos a um hostal e alí na linda e histórica Cidade de Cusco passei ótimo dias conhecendo muito sobre os Incas, suas tradições, historias e sobre a fusão da cultura europeia com a sul-americana.
Cusco é linda, tem muitas igrejas e casarões coloniais, construções incas misturadas a construções coloniais e para todo e qualquer lugar tinha alí um pedaço de historia. A noite se encontrava todos os ritmos e muitos pubs durante os 7 dias da semana.
 A comida típica tanto na Bolivia como no Peru é em seu café da amanha chá e um pão com queijo ou algum outro empanado com legumes e frango, no almoço ou na janta o tradicional é uma sopa como primeiro prato e posteriormente se pode comer carnes de alpaca, frango, carneiro ao carne de boi acompanhado de um arroz com batata. As refeições mais baratas eram nos mercados tradicionais e as mais caras nas praças principais e hospedagens turísticas.
Após muito procurar consegui achar um pacote de dois dias para Machupicchu por 95 dólares. Passei por estradas tortuosas beirando a desfiladeiros, contornando montanhas, subi até perto dos 5 mil metros e depois voltei para cerca de 2 mil isso em apenas algumas horas, a paisagem que se passava pela minha janela variou entre as vegetações rasteiras que ocorrem nas montanhas altas cuja os cumes estão cheios de neve, ao andar do carro pouco a pouco vejo essa paisagem se transformar e começar a ganhar um ar de floresta. Ali naquelas montanhas nascem muitos dos rios que desaguam no nosso formoso rio Amazonas.
Para se chegar a Machupicchu precisei andar na linha no dia 30 de dezembro de 2012, uma caminhada de 2 horas até Aguas Calientes (cidade mais próxima de Machupicchu) onde aproveitei um delicioso banho termal. No dia seguinte acordo a 5 da manha para fazer uma deliciosa caminhada matinal onde andei 7 Km e sub 400 metros de altitude em cerca de 40 minutos, haja folego! Por fim lá estava eu, em frente as sagradas ruinas de Machupicchu uma da 7 maravilhas do mundo. De volta a Cusco pude terminar meu ano muito bem acompanhado de uma bela garrafa de Rum e de alguns novos amigos de Rondônia e Acre.
Ano novo, hora de continuar o tur! Ainda faltava conhecer alguns museus e também realizar o City Tur e visitar as Ruinas do Vale Sagrado. Vi então que em Cusco uma semana é pouco, tem muitos lugares ótimos e todos valem muito apena.
A viagem precisava continuar retornei a La Paz para sacar um pouco mais de grana no Banco do Brasil. La Paz é ótima também, não é muito bonita! Mas tem alguns atrativos. Acabei por ir visitar as ruinas de Tiwanaku que são os vestígios da primeira cidade da América do Sul. O lugar tem muito potencial, mas infelizmente o governo não investe e a escavação realizada até agora não reflete nem 10% do total, mesmo assim para mim valeu muito apena.
De La Paz fui ao Salar de Uyuni onde tive uma outra historia em minha viagem. O Salar em si é lindo tem lugares maravilhosos, visitei o cemitério de trem, realizei meu sonho de ir até um vulcão, vi muitas coisas belas, mas infelizmente picareta tem em todo lugar! A empresa que fechei o pacote encaminhou um carro com combustível só pra um dia e no segundo dia foi mandar o carro só as 3 da tarde. O grupo que eu estava (eu, um amigo que fiz na viagem e uma russa e 3 russos) então decidiu voltar ao do nosso tur e tentar conseguir o dinheiro de volta. Eu era o único que falava espanhol e acabamos nosso dia em uma delegacia em Uyuni onde tive que usar toda minha retorica e técnicas de debate para conseguir reaver o valor pago, por fim conseguimos e fomos tomar uma cerveja e comer um pizza para comemorar!
De Uyuni fui a Potosi onde conheci o museu da casa da moeda (apesar do nome o museu tem muita coisa, não é só moeda tem muitos artefatos históricos, artes plásticas barrocas, armas, rochas e minerais entre outras coisas) e visitei as minas de prata que existem na cidade.
Segui a sucre, cidade mais bela da Bolívia. Sucre tem um centro histórico digno de um filme e possui muitos Pubs bons. Nesta cidade visitei também o museu dos dinossauros onde se tem pegadas de muitos espécimes e também alguns fosseis. Após uns 20 dias me via retornando a santa Cruz e posteriormente ao Brasil para a mi casa!
É isso ai este é um resumo do meu roteiro com algumas historias... valeu muito a pena tudo, muitas pessoas legais conhecia na viagem, muitos lugares lindos, com paisagens maravilhosas, conheci coisas que jamais sonhei e aprendi muito sobre o mundo. Quem tiver uma oportunidade pegue sua mochila e coloque os pés na estrada.